Bernardo de Claraval, conhecido popularmente como São Bernardo, nascido em 1090 em Borgonha, foi um importante abade da Igreja Católica durante a Idade Média. São Bernardo iniciou a vida religiosa muito cedo, apenas com nove anos. O início de sua vida religiosa foi na Escola Canônica de Châtillon-sur-Seine. Poucos anos depois, abandonou sua antiga escola e optou por ingressar na Abadia de Cister. São Bernardo era um grande entusiasta da vida religiosa e convenceu diversos amigos e familiares a seguirem carreira nessa vida, levando na época, cerca de trinta candidatos para a Abadia.

Devido a grande dedicação de Bernardo, a ele foi concebido um projeto que mudaria a sua vida para sempre. A fundação de uma casa cisterciense em Ville-sur-la-Ferté, denominada Claraval, onde Bernardo se tornou abade. A partir daí, Bernardo passou a ser conhecido como Bernardo de Claraval.

A sua abadia crescia cada vez mais e mais, a ponto de surgir a necessidade da criação de outras abadias para não superlotar a abadia de Claraval. São Bernardo também ganhou destaque pelas suas obras, escritas no ano de 1119. Bernardo também recebeu destaque por defender a reforma do clero.

São Bernardo defendia o ideal dos Templários e foi responsável por fazer chegar ao Papa Honório II o objetivo do grupo e buscar o reconhecimento por parte da Igreja Católica. Bernardo teve êxito na sua função, conseguindo o apoio da Igreja Católica e ficando responsável por escrever o estatuto da Ordem.

Bernardo se tornou então uma personalidade influente, ele possuía voz para intervir em assuntos de cunho político e também nos assuntos da Igreja Católica. Bernardo de Claraval influenciou na escolha do papa Inocêncio II e Eugênio III.

São Bernardo foi responsável por fundar 72 mosteiros e ao longo de sua vida mais de 500 abadias cistercienses e cerca de 700 monges ligados a ele. Bernardo de Claraval faleceu em 1153. A ele foram atribuídos muitos milagres e em 1174, o papa Alexandre o canonizou. Passados muitos séculos, foi considerado Doutor da Igreja Católica pelo papa Pio VIII.